Ah!… a CHUPETA… Quando retirá-la?
27 de julho de 2017

O bebê recém-nascido se acalma ao ouvir a voz materna, ao sentir o cheiro da mãe, ao ser acolhido num colo quentinho, onde reconhece, com vários traços de diferença, um lugar familiar: O CORPO DA MÃE que se confunde com o próprio corpo. A visão neste momento, ainda funciona muito pouco.

Falar com o bebê desde a vida intra-útero (como afirmam várias pesquisas no campo das psiquês: psicanálise, psicologia, psiquiatria) pode ser muito benéfico para o par mãe/bebê.

Evidente que o bebê não reconhece palavras. Não entende como nós adultos entendemos. Mas escuta a MELODIA da voz que está ligada a um ritimo cardíaco (materno), a sensações prazerosa/desprazerosa ele (re)conhece, pois já teve por repetidas vezes essa experiência intra-utero.

Estas experiências vividas de modo repetitivo vão criando marcas. Criando textos. Fazendo sentido.

As experiências corporais, sinestésicas (audição, tato, olfato, paladar e visão) são as primeiras experiências que o bebê vive. E as  ligando a situações prazerosas e desprazerosas.

Assim, quando o bebê estiver gritando de cólicas, por exemplo, e a mãe aflita acolher numa tentativa frustrada, é compreensível.

Todos (mãe/bebê) estão vivendo uma situação de stress, de desprazer. Assim, não haverá colo, voz materna, que irão acalmar o bebê. Ele percebe o stress e por isso não se sente acolhido, não parando de chorar para desespero materno.

Mais um exemplo disso: nessa situação o bebê ser acolhido por um colo de alguém que esteja tranquilo, causa relaxamento no bebê.

Qual a solução então: que a mãe faça coisas que a tranquilize (beber água, respirar, tomar um banho… enfim cada uma deve descobrir uma estratégia), e só então acolher seu bebê com segurança.

E assim é a vida toda, né?

Os filhos sabem reconhecer quando as mães passam tranquilidade e segurança para eles pela fala, e quando não.

Sentido este que não é garantido pela palavra em si, mas pelo o que está embutido nela: a melodia.

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