Falar, alimentar, respirar: o começo
27 de julho de 2017

A gagueira é um distúrbio de linguagem caracterizada por prolongamentos, pausas, hesitações e repetições na produção de fonemas(de sons da fala) ou sílabas.
Na verdade, essas características também fazem parte de uma fala comum sem alterações.

É isso mesmo! Todos nós, quando falamos, produzimos entre outros “errinhos” na produção da fala esses. Porém, o que diferencia um falante fluente de um disfluente é a insistência destes episódios na fala cotidiana.

Nas pessoas ditas “fluentes” esses acontecimentos normalmente são decorrentes de uma situação estressante. Em momentos estanques, ocorrendo eventualmente.
Já no sujeito com gagueira esses episódios são constantes, o que prejudica a fala cotidiana, e como consequência,em grande parte dos casos, a vida social, as relações interpessoais em todos os níveis(amizades, namoro, trabalho).

Qual a causa da gagueira?
Há muitos estudos e cada um aponta para uma direção. Há linhas que reforçam a idéia de um componente genético, outras para um problema de origem neurológica, e outras ainda para questões fundamentalmente relacional entre o sujeito e a língua (que a gagueira, assim como os outras questões de linguagem é uma construção intersubjetiva, que se dá na triangulação entre sujeito, a língua e o outro). E nesta última concepção que eu trabalho.

Então, gagueira tem tratamento?
Sim. Cada linha propõem tratamento de acordo com os seus pressuposto. O que penso que deva ficar claro é: deixar de produzir hesitações, pausas, prolongamentos e repetições é impossível, já que essas características são inerentes a uma fala dita “normal”. Portanto deixá-las de produzir seria sobre-humano.
A idéia é que o sujeito as produza de modo que não o incomode mais na sua vida cotidiana.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *