Malka B. Toledano

Sobre mim.

Fonoaudióloga (PUCSP, 1999),  Especialista em Distúrbios da Comunicação: Linguagem (PUCSP, 2001), Mestre em Fonoaudiologia pelo Núcleo: Linguagem, Corpo e Psiquismo (PUCSP, 2003). Dissertação de Mestrado premiada no Congresso Nacional de Fonoaudiologia pela Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia em 2004.Terapeuta com bases psicanalíticas.

Admitida no curso Formação em Psicanálise pelos Sedes Sapientae em 2015 (inconcluído). Integrante de grupos de Estudos sobre Relações Vinculares desde 2014 coordenado por: Susana Muszkat, Regina Rahmi e Ana Balkanyi Hofman ditadas da SBPA-SP. Atividade clínica desde 1999, atendendo crianças, adolescentes, adultos e idosos com questões relacionadas a dificuldade de: fala, linguagem, orais como força e  coordenação muscular, alimentação, deglutição, leitura e escrita, atenção, voz e questões relativas ao desenvolvimento e suas relações.

Sou uma profissional que visa ir além dos muros convencionados como limites, atualizando-me constantemente em minhas áreas de atuação. A atividade clínica me impulsiona para a busca da compreensão e de práticas que contemplem as vicissitudes do sujeito contemporâneo.

A queixa pode ser cartografada com um diagnóstico bastante específico (e geralmente é), mas que funciona de maneira ímpar no filtro de vivência de cada sujeito, exigindo entendimento amplo e uma prática exclusiva, artesanal, construída dia-a-dia via vínculo e técnicas terapêuticas.

Neta de avós tricoteiras e crocheteiras que ensinavam que para construir uma peça é preciso tramar ponto-a-ponto. Se “pulasse” casa, a peça apresentaria um buraco. Cada casa e cada laço tem sua importância no conjunto da obra.

Entre uma história e outra, um carinho, um silêncio, um cheiro de café recém passado no coador, o feijão apitando na panela de pressão, o tricot era feito às pausas, terminando as carreiras.

Depois enrolavam, sob meu olhar atento, o novelo de lã (ou a linha) com a habilidade de quem sabia o que está fazendo e daria continuidade ao trabalho sem deixá-lo enroscar, dar nós. Elas sabiam exatamente de onde continuar e tinham paciência para desfazer os nós intermináveis que eu dava na tentativa de imitá-las.

Do casaquinho de bebê tricotado às toalhinhas de crochê rosa, que decoraram meu quarto na adolescência, minhas histórias foram sendo amarradas do fio condutor inicial às emendas com outros fios que me compõem.

Sócrates, grande educador da história, teve uma mãe que era parteira. Observando como ela fazia nascer os bebês, usou o termo literal grego maiêutica (dar à luz, em grego) para referir-se ao aprendizado.

Dizia que assim como a parteira conduz a mulher a dar à luz, o professor conduz seus alunos com relação à produção do conhecimento: auxiliando, conduzindo tecnicamente no nascimento. Mas o bebê/conhecimento é um produto que se formou independentemente da parteira/professor, embora ambos conduzam ao seu nascimento. Pensando nisso, considero-me uma parteira de palavras.